
MANIFESTO (PÓS)ELEITORAL
Não põe corda no meu bloco Nem vem com teu carro-chefe Não dá ordem ao pessoal
Não traz lema nem divisa Que a gente não precisa Que organizem nosso carnaval
Não sou candidato a nada Meu negócio é madrugada
Mas meu coração não se conforma
O meu peito é do contra E por isso mete bronca Neste samba plataforma
Por um bloco Que derrube esse coreto Por passistas à vontade Que não dancem o minueto
Por um bloco Sem bandeira ou fingimento Que balance e abagunce O desfile e o julgamento
Por um bloco que aumente O movimento Que sacuda e arrebente
O cordão de isolamento
"Não põe no meu..."
Samba Plataforma
(João Bosco & Aldir Blanc)
OBS: Eu torço a favor.
Escrito por Jairo às 22h20
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SOBRE CANUDOS, FAVELAS, FAVELEIRAS E RIO DE JANEIRO

A faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus).
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Há uma ironia profunda em tudo isso. Favela quer dizer pequena fava. Designa um tipo de vegetação comum nos morros empedrados do sertão. Segundo consta no populário nacional, foram os soldados que retornavam da campanha de Canudos que começaram a povoar os morros do Rio de Janeiro na forma que atualmente conhecemos. Em Canudos a sede da artilharia que esmagou a cidadela de beatos ficava no alto de um morro: o "alto da favela", conforme registram Euclydes da Cunha e demais cronistas do trágico evento. Daí viria o nome que se juntou aos demais do gênero: mocambo, maloca, segundo a região. Aquilo que o Exército semeou, agora ele mesmo ocupa."
FONTE: Site da Fundação Perseu Abramo (http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1571)
Escrito por Jairo às 22h06
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