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BRASIL, Nordeste, SENHOR DO BONFIM, Homem, de 46 a 55 anos



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Blog do Jairo Sá


DEDOS DE PROSA

A Lenda do Cabo Roque

A fracassada expedição militar a Canudos, comandada pelo temível Coronel Moreira César, o "Treme Terra", produziu uma das mais belas páginas de nossa literatura. Acompanhe a descrição de Euclides da Cunha em "Os Sertões":

"...a lenda do cabo Roque, abalando comovedoramente a alma popular. Um soldado humilde, transfigurado por um raro lance de coragem marcara a peripécia culminante da peleja. Ordenança de Moreira César, quando se desbaratara a tropa, e o cadáver daquele ficara em abandono à margem do caminho, o lutador leal permanecera a seu lado, guardando a relíquia veneranda abandonada por um exército. De joelhos junto ao corpo do comandante, batera-se ate ao último cartucho, tombando, afinal, sacrificando-se por um morto.. .

E a cena maravilhosa, fortemente colorida pela imaginação popular, fez-se quase uma compensação à enormidade do revés. Abriram-se subscrições patrióticas; planearam-se homenagens cívicas e solenes; e, num coro triunfal de artigos vibrantes e odes ferventes, o soldado obscuro transcendia à História quando

vítima da desgraça de não ter morrido —, trocando a imortalidade pela vida, apareceu com os últimos retardatários supérstites em Queimadas."

(Grifos meus).



Escrito por Jairo às 17h56
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FALA, AGORA, O CORDELISTA JOTACÊ

Sobre o post abaixo (ASSIM FALOU O POETA JOTACÊ) o Jota fez um comentário, em forma de cordel, que eu gostaria de dividir com os meus - parcos, mas importantes, leitores:

Jairo Sá meu caro amigo

Você voltou ao passado

Ao velho e antigo PT

Pra falar do meu riscado

Sobre o CUT ser bem limpo

E o PT bem limpado.

 

Foi brincadeira política

De um poeta engajado

Não previ (não sou profeta)

Minha barba é de anarquista

Como a sua é marxista

Vermelho quase encarnado.

 

O dinheiro e o poder

Revelam quem somos nós

Ninguém no mundo é perfeito

Não quero ser o algoz

Dos que não foram honestos

E agora perderam a voz.

 

Obrigado por lembrar

Daqueles tempos antigos

Gente boa reunida

Numa relação de amigos

Mas não quero acreditar

Que tudo esteja perdido.

 

Siga em frente na sua luta

Já que você foi eleito

Para ser vereador

Repare todos os defeitos

Pois ainda quero lhe ver

Como o nosso prefeito.

 

Um abreijo.

 Jotacê Freitas

 

Sobre o desejo que o poeta expessou no último verso, aguardem um posterior comentário meu.



Escrito por Jairo às 12h42
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ASSIM FALOU O PROFETA JOTACÊ

Naquele tempo disse o poeta: "Favor limpar o CUT e o PT!". O tempo é 1988, candidatura de Benito a Prefeito. O Comitê ficava na Visconde do Rio Branco, prédio de propriedade do Sr. Pitanga, antigo posto de gasolina. Um belo dia fomos surpreendidos com a frase acima pichada por JOTACÊ no sanitário.

Se o poeta é a antena da raça, Jota, com sua pilhéria, denunciava (consciente ou inconscientemente) a presença no PT de aloprados(as) que vicejavam e ainda vicejam no partido, aqui e alhures. Um projeto generoso que está sendo jogado fora por essas figuras nefastas que defendem apenas os seus interesses individuais, familiares ou de grupos.

Que o PT fique livre deles. Não só em São Paulo.

Ah! Aproveitem e limpem o CUT também.



Escrito por Jairo às 02h23
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