Blog do Jairo Sá
 

LULA RESPONDE ÀS CRÍTICAS DE FERNANDO HENRIQUE VELOSO E CAETANO CARDOSO

Em resposta ao artigo publicado por FHC em diversos jornais (que passa à História como o MANIFESTO DO DIA DE FINADOS) e às declarações recentes de Caetano Veloso, Lula dedica-lhes a canção abaixo cujos autores são Marino Pinto, Paulo Soledade e... CAETANO VELOSO:

 

CALÚNIA

Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque eu vivo a brilhar
Sim, mostraste ser invejoso
Viraste até mentiroso
Só para caluniar
Deixe a calúnia de lado
Se de fato és poeta
Deixe a calúnia de lado
Que ela a mim não afeta
Se me ofendes, tu serás o
ofendido
Pois quem com ferro fere
Com ferro será ferido
Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque vivo a brilhar!

Clique aqui para ler o Manifesto do Dia de Finados

Assista ao vídeo Caetano cantando CALÚNIA:

 

 



Escrito por Jairo às 14h43
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PESSIMISMO

 

Assegura-me o médico que, a partir dos 50, deve-se repetir um certo exame no intervalo de 10 em 10 anos. Aproveito e deixo os procedimentos previamente agendados para as datas em que completarei 60, 70, 80, 90 e 100. Não me arrisquei a marcar os do 110 anos de idade. Ando muito pessimista ultimamente.

 



Escrito por Jairo às 01h15
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 CRISE FINANCEIRA

... e tudo começou com os americanos brincando de BANCO IMOBILIÁRIO!



Escrito por Jairo às 23h44
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MANIFESTO (PÓS)ELEITORAL

 

Não põe corda no meu bloco
Nem vem com teu carro-chefe
Não dá ordem ao pessoal


Não traz lema nem divisa
Que a gente não precisa
Que organizem nosso carnaval

 

Não sou candidato a nada
Meu negócio é madrugada

Mas meu coração não se conforma


O meu peito é do contra
E por isso mete bronca
Neste samba plataforma


Por um bloco
Que derrube esse coreto
Por passistas à vontade
Que não dancem o minueto


Por um bloco
Sem bandeira ou fingimento
Que balance e abagunce
O desfile e o julgamento


Por um bloco que aumente
O movimento
Que sacuda e arrebente

O cordão de isolamento

    

"Não põe no meu..."

Samba Plataforma

(João Bosco & Aldir Blanc)

 OBS: Eu torço a favor.



Escrito por Jairo às 22h20
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SOBRE CANUDOS, FAVELAS, FAVELEIRAS E RIO DE JANEIRO

A faveleira (Cnidoscolus phyllacanthus).

".............................................................................................................................

Há uma ironia profunda em tudo isso. Favela quer dizer pequena fava. Designa um tipo de vegetação comum nos morros empedrados do sertão. Segundo consta no populário nacional, foram os soldados que retornavam da campanha de Canudos que começaram a povoar os morros do Rio de Janeiro na forma que atualmente conhecemos. Em Canudos a sede da artilharia que esmagou a cidadela de beatos ficava no alto de um morro: o "alto da favela", conforme registram Euclydes da Cunha e demais cronistas do trágico evento. Daí viria o nome que se juntou aos demais do gênero: mocambo, maloca, segundo a região. Aquilo que o Exército semeou, agora ele mesmo ocupa."

FONTE: Site da Fundação Perseu Abramo (http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1571)



Escrito por Jairo às 22h06
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BALAS PERDIDAS

O Alto da Favela espalhou-se

Por todo o morro sombrio

As balas que cuspiram Canudos

Vomitam nas ruas do Rio

 

Aqui o açude imenso

Lá a dizimação

Confirmam no dia-a-dia

A profecia-refrão

“O sertão já virou mar

E o mar já virou sertão”

 

(Jairo Sá)

Senhor do Bonfim, Bahia, agosto de 2008

 



Escrito por Jairo às 13h03
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RELAXA E GOZA

POEMÍNIMO DA ASSIMILAÇÃO

Se é de menta

Senta

Sedimenta

(Jairo Sá)



Escrito por Jairo às 12h47
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DEU NO JORNAL

Flora ameaçada racha governo e biólogos

Para ler clique aqui (assinantes da Folha de São Paulo ou UOL).

AVISO AOS NAVEGANTES: Não se trata de mais uma façanha da Patrícia Pilar na novela das oito. O crime é ambiental.



Escrito por Jairo às 07h34
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ANTA POUCA É BOBAGEM

O coordenador do curso de Medicina da UFBA, Antonio Natalino Manta Dantas, atribuiu o baixo desempenho no ENADE ao "baixo QI dos baianos e às cotas reservadas aos afrodescendentes no vestibular".

O Professor Antanio Natalino é a prova viva de que baiano burro também nasce vivo.



Escrito por Jairo às 00h29
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POEMETO DA (IN)FELICIDADE
 
"... E foram felizes para sempre",
Meu amor,
Só aos idiotas acontecer sói.
Àquele que se inquieta
Chamam-no pensaDOR.
Porque pensar dói.
 
(Jairo Sá)


Escrito por Jairo às 13h53
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CLASSIFICADOS

Procura-se uma cara-metade.

Descartam-se metades caras.



Escrito por Jairo às 21h07
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CANDOMBLÉ HI-TEC

Nos dias de hoje o santo não "baixa". Faz download.

 



Escrito por Jairo às 00h07
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Escrito por Jairo às 20h22
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LIBERDADE PARA UM VIOLÃO

 

 

Recebi de José Marti e repasso. Já conhecia a história da casa de Lorena, a maior paraibana barranqueira que conheço.  Atravessa a nado o Velho Chico todas as manhãs.

 

Em Campina Grande-PB, boêmios faziam serenata, quando a polícia apreendeu o violão. O grupo recorreu ao advogado Ronaldo Cunha Lima,  que também apreciava uma boa seresta.

A petição que elaborou ficou conhecida como "Habeas Pinho". Mais tarde, Ronaldo Cunha Lima tornou-se um político importante.  Eis a petição:

 

HABEAS PINHO

 

Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca :

 

O instrumento do crime que se arrola

Neste processo de contravenção

Não é faca, revólver nem pistola.

É simplesmente, doutor, um violão.

 

Um violão, doutor, que na verdade

Não matou nem feriu um cidadão.

Feriu, sim, a sensibilidade

De quem o ouviu vibrar na solidão.

 

O violão é sempre uma ternura,

Instrumento de amor e de saudade.

Ao crime  ele nunca se mistura.

Inexiste entre eles afinidade.

 

O violão é próprio dos cantores,

Dos menestréis de alma enternecida

Que cantam as mágoas e que povoam a vida

Sufocando suas próprias dores.

 

O violão é música e é canção,

É sentimento de vida e alegria,

É pureza e néctar que extasia,

 

É adorno espiritual do coração.

 

Seu viver, como o nosso, é transitório,

Porém seu destino se perpetua.

Ele nasceu para cantar na rua

E não para ser arquivo de Cartório.

 

Mande soltá-lo pelo Amor da noite



Escrito por Jairo às 19h25
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Fiz esta paródia da "Canção do Exílio" de Gonçalves Dias em homenagem a Paulo Machado, por ocasião da sua ida ao Québec para a realização do mestrado. Isto em 1994. Neste ano aproveitei para inseri-la na orelha do seu livro Notícias e Saudades da Villa Nova da Rainha, alíás, Senhor do Bonfim. Na versão final a paródia resvalou da "orelha" para a folha de "rosto". Ei-la:

 

 

CANÇÃO DO EXÍLIO CANADENSE

 

 

Minha terra tem favelas

 Onde moram desnutridos.

 Os bebês que aqui choram

Não têm choro tão sentido.

 

 

Nosso chão tem mais estrelas

 Nossas casas mais goteiras

 Nossas vidas têm mais dores

Nossa morte mais horrores

 

 

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para lá

Sem que ajude a minha gente

A palmeira replantar

 

 

E à sombra da palmácea,

Ainda que triste, sonhar.

E ouvir, mesmo que longe,

 O canto do sabiá.

 

                                                      (Jairo Sá)

OBS: Paulo Barista Machado é escritor, PhD em Educação e atual vice-prefeito de Bonfim.



Escrito por Jairo às 05h19
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BRASIL, Nordeste, SENHOR DO BONFIM, Homem, de 46 a 55 anos


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